[Documentário] - Paralelos - O início dos games no brasil

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Galera,

Saca esse documentário foda sobre como a pirataria levou o brasileiro à se tornar um gamer.
Eu comecei nos games jogando pirata lá no Dactar (que era um console pirata do Atari) e vim consumindo piratas até a indústria de games estrangeira começar a olhar pro Brasil e nos últimos 5/6 anos compro apenas originais. Foi a falta de estrutura gamer aqui que me levou a ajudar a traduzir games de forma cooperativa quando não haviam traduções oficiais (se você jogou Fallout 3, New Vegas, Oblivion, Skyrim ou Máfia 2 dá GameVicio em PT-Br saiba que te ajudei nisso) e que ainda hoje me dá uma vontade de ajudar desenvolvedores pequenos de fora que não conseguem estúdios para portabilizar seus jogos pra nós. Enfim, não criminalizo o pirataria de games pois ela nos trouxe até aqui, e nos permitiu hoje poder comprar produto oficial. É nossa história é querendo ou não faz parte da nossa cultura.

 

felipevasco31

Viciado
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Rio de janeiro
Meu primeiro vídeo game foi um supergame/cce(uma imitação do atari) depois tive um phantom system(Nintendo). Não acho que esses aparelhos estejam na categoria de pirataria, uma vez que a legislação brasileira da época permitia a cópia.

Já na época do PS1, PS2, Saturno, dreamcast, confesso que consumia bastante produtos piratas; não só pelo preço mas também pela facilidade do acesso - não era tão simples encontrar jogos nas lojas, a banca do camelô era facilmente melhor abastecida.

Meu início no PC foi como usuário assíduo do the pirate bay, mas depois com o progresso de serviços como steam, só midias originais.
 
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Senta a pua

Novato
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Salvador
No passado bem lá atrás (época do Atari, Phanton, e Mega Drive) nem tinha ideia do que era pirataria. Meu pai comprava os jogos e acho que eram originais (vinham na caixa e os cartuchos bem feitos).

Na época do N64 eu já tinha noção de dinheiro e valor das coisas, mesmo assim nunca tive jogos piratas, alugava muita fita de jogo a 5 reais o fds (lembro que minha mesada eram 20 reais e eu alugava 1 jogo por fds no mês torrando todo meu dinheiro hahaha). Até porque, apesar de existir, era difícil achar jogo pirata pra cartucho de N64.

Quando tive o PS2 desbloqueado embarquei no "submundo" da pirataria, baixava e gravava meus próprios jogos no Alcohol. O jogo saía o preço da mídia. Não posso negar que me divertia na época, mas me arrependo sim de ter feito isso. Pude conhecer muito jogo dessa maneira, mas ao mesmo tempo, o valor que eu dava a uma produção era muito superficial, pois logo tinha que jogar outro e outro jogo...

Com o 360 em diante passei a jogar só original e estou mais feliz com minha consciência.

Enviado do meu SM-J700M usando o app mobile do PXB!
 
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Pude conhecer muito jogo dessa maneira, mas ao mesmo tempo, o valor que eu dava a uma produção era muito superficial, pois logo tinha que jogar outro e outro jogo...

Com o 360 em diante passei a jogar só original e estou mais feliz com minha consciência.

Enviado do meu SM-J700M usando o app mobile do PXB!
Dessa parte toda que quitei eu me identifico, só que pra mim era no PC. Cansei de jogar um jogo pela metade e já partir pro outro. Hoje tenho uma relação com meus jogos semelhante a que tinha nos tempos de moleque em que acesso ao game era difícil e caro, ou seja, mesmo nas digitais eu curto cada mídia que compro (e muitas das que ganho no EA acess ou gwg) o tanto quanto posso, pois mesmo podendo pagar eu tenho consciência do custo delas pra mim.
Agora, que devemos ao jeitinho brasileiro e a pirataria (mesmo quando não dava pra considerar ela como tal) o fato de tornarmos uma nação de jogadores e que atraiu finalmente a indústria isto é indiscutível.

Enviado do meu XT1058 usando o app mobile do PXB!
 

GameStrike

Arauto da impaciência
Além dos consoles e PCs, não vamos esquecer que parte dessa magia começou nos fliperamas da vida. Games como Out Run, Tetris, Pac Man, Arkanoid, Elevator Action, Grand Prix, E-Swat, Dragon Ninja, Golden Axe e finalmente Street Fighter 2 fizeram a cultura gamer explodir no país. Talvez eu nunca tivesse me interessado tanto por um console se nunca tivesse passado horas dentro dos fliperamas.

E vou mandar o plá... Esses flipers da Taito tinha que sair no Pinball FX2. Sem mais.
 
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jairopicanco

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Manaus
Eu lembro na época que meu irmão mais velho tinha um Atari 2600 e minha primeira experiência foi nele jogando Tennis, Enduro, Pitfall... mas ele por motivos óbvios, regulava minha jogatina e não deixava eu chegar muito perto do console em si rsrs
Fora isso, eu ia jogar muito em fliperama, era uma experiência única. Street Fighter 2, Golden Axe, the Kof 95, Metal Slug, Fatal Fury, Cadilacs and Dinossaurs, Capitain Commando e outros... ah saudade...

E então em março de 1992 ganhei um Mega Drive de presente, porque me sentia cativado em ter um console cuja premissa era oferecer uma experiência de fliperama em casa, e num preço razoável para os padrões da época. Então posso dizer que foi meu 1º console de fato e de direito.

Os meus jogos de Mega Drive e Saturn foram todos originais, mas os de Snes e ps1, não. Era pra cada 3 originais, 1 pirata.
Como o acesso aos jogos era mais difícil, então eu tinha um apego maior ao cartuchinho. Revendia e trocava na escola os jogos.
Foi assim que pude jogar centenas de clássicos, mesmo com as dificuldades impostas pela época.

Eu acho que a pirataria explodiu mesmo no fim do ps1 pro inicio do ps2. Era mais fácil e barato de vender que cartucho.
O que tinha de banquinha do Zé vendendo Cd/DVD por 10 reais, não era brincadeira...
 
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SouzaRJ

Acho que to ficando velho
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Nova Iguaçu - RJ
Muito bacana esse documentário, conheci ele até mesmo pelo tópico que criaram aqui na época.

Mesmo não sendo correta, tenho que agradecer a pirataria/mercado cinza por me iniciarem no mundo dos games (acho que esse é o cenário de muitos brasileiros)... sem eles eu provavelmente não teria esse hobby hoje em dia, mesmo tento condições de bancar o mesmo.

Por isso não sou (muito) de criticar o cara que pratica isso, cada um sabe o que faz, seja por N motivos... o "pirateiro" de hoje pode ser o comprador assíduo de conteúdo original de amanhã, assim como muitos de nós.
 
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