Análise Hellblade: Senua’s Sacrifice

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Saci

Heimdall dos Pampas
Moderador
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Eu fui esperando uma outra proposta de jogo, tava esperando um porradeiro frenético,
Ah, não é por aí mesmo.

É outra pegada. Tente imergir no jogo, sem gente/coisas te distraindo. O bacana é desvendar o que se passou com a personagem, acompanhar o desenvolvimento dela na jornada. O combate é uma parte do jogo, mas não é um destaque.
 

Gustavo_RVieira

Viciado
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Eu tinha ideia q esse jogo era bom e tal, mas realmente fui surpreendido, caraca, que jogo foda, é uma experiencia jogar ele, antes estava jogando no som da tv, não tava ligado que era feito pra jogar de fone, da uma diferença considerável, fica muito mais imersivo.
Terminei em dois dias, depois assisti o mini documentário quem tem no jogo, e achei muito foda como usaram os depoimentos das pessoas no jogo.
Jogão, muito curioso para ver oq a Ninja Theory pode fazer em próximos projetos.
 
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LOCATELLi

Viciado
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Rio Grande do Sul
Terminei o jogo ontem, e que jogo espetacular! Recomendo demais

No inicio é meio monótono, pois vc não sabe o que se passa e o jogo se arrasta um pouquinho, mas depois que embala meu amigo, é jogão. Detalhe para as lutas finais, com uma trilha sonora de arrepiar

Um ponto: Ninja Theory não adicionou capítulos pra poder buscar os colecionáveis após fechar o game, você terá que jogar tudo de novo pra procurar o que não conseguir achar
 

The Doctor

Novato
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TARDIS
Terminei o jogo ontem, e que jogo espetacular! Recomendo demais
Um ponto: Ninja Theory não adicionou capítulos pra poder buscar os colecionáveis após fechar o game, você terá que jogar tudo de novo pra procurar o que não conseguir achar
Achei isso uma bosta, mas como eu ja sabia, peguei o guia apenas dos coletáveis sem as dicas dos puzzles.
 

ZuLuU 13

Novato
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Limeira - SP
Um ponto: Ninja Theory não adicionou capítulos pra poder buscar os colecionáveis após fechar o game, você terá que jogar tudo de novo pra procurar o que não conseguir achar
Finalizei o jogo hoje, e quando iniciei a campanha não sabia sobre isso. Que tristeza ver faltando apenas 1 conquista para finalizar 1000g.
:weary_face::tired_face::tired_face:

Sobre o tempo de jogo, imagino ter gasto umas 12 horas. Bem acima do que se comenta ser 6~8 horas.
 
Última edição:

tric-one

Viciado
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Brasil
Estou bem no comecinho do jogo ainda. Estou no capítulo 2, na parte do puzzle da caverna que fica aberta depois que a Senua "fica doidona". Até agora já enfrentei 2 inimigos. Um era preto e o outro branco. A pegada do jogo é essa até o fim? Andar, ter visões, de vez em quando lutar com monstros de uma cor só?
 
Salve salve pessoal…

Trago para vocês hoje a análise de um jogo diferente, um jogo que te traz um sentimento de desespero e angústia, o bem aclamado Hellblade: Senua’s Sacrifice.

Introdução
O estúdio Ninja Theory (Heavenly Sword e DmC: Devil May Cry), desenvolveram um jogo que mexe com a interpretação e compreensão humana, trazendo uma mistura de sentimentos e emoções durante a sua campanha. O jogo foi criado com a colaboração de neurocientistas e pessoas que sofreram psicoses, assim trazendo uma experiência diferente ao seu gameplay.

O jogo se passa no fim do Século 8, quando uma guerreira celta (Senua) parte em uma jornada até o inferno viking para salvar a alma de seu amado (Dillion), confrontando a deusa Hela. Na jornada, você tem a companhia de vozes (dentro da cabeça de Senua) e da Escuridão. Também encontra com outras pessoas, como um escravo morto dos noruegueses (Druth).

Toda a temática do jogo envolve a mitologia nórdica, contando estórias de Odin, Ragnarok, Loki, etc… Além disso, o game é cheio de revelações sobre o passado de Senua, onde você descobre os motivos por trás de seus traumas, medos e auto estima.


Enfrentando um dos adversários​

Som

Começando pelo som do jogo, as músicas são bem executadas e combinadas com as fases e passagens executadas no game, por exemplo, em um dos primeiros desafios antes de chegar na floresta da ilusão, começa a tocar uma música com uma pegada de ação, e logo você entra em uma batalha.

Muitas das vezes a música prepara o jogador para algum elemento do game, assim como quando você irá enfrentar os desafios da Hela e começa a tocar uma música de inspiração, incentivando as batalhas finais.


Cenários lindos com luzes e sombras​

Outro ponto a se ressaltar do som, são os efeitos sonoros, o jogo apresenta inúmeros diálogos, e vozes que falam com a Senua, direto ouvi coisas como “você é burra”, “desista”, “iremos morrer” e isso afeta também a forma como você joga ou a sua atenção no game. Por exemplo, nas cenas de luta, você ouve as vozes falando “atrás de você”, rapidamente você consegue apertar o botão da esquiva.

O jogo incentiva você a usar fones, pois assim as vozes parecerão que realmente estão na sua cabeça rs… Eu tentei, mas joguei bem pouco com fones, apenas para sentir a imersão criada pelo jogo.


Senua de perto, muitos detalhes​

O jogo inteiro está em Inglês, porém com legendas em português, apenas em alguns diálogos que não é apresentado a legenda, mas nada que impacte no entendimento da história.

Gráfico
A parte visual do game é extremamente caprichada, sendo que os ambientes são lindos, mesmo os mais escuros são caprichados e detalhados, como por exemplo, em uma parte que você passa por Hellheim, uma área com um lago de sangue onde várias pessoas estão sofrendo, você vê mãos tentando puxar Senua, pessoas se contorcendo ao fundo, efeitos de luzes, etc.

Além dos gráficos dos cenários, os personagens são bem compostos, como Senua, que visivelmente você nota detalhes como o rastafári que ela usa junto com algumas pedras (ou bijuterias rs), inimigos conforme você enfrenta eles, vão aparecendo marcas de corte e espada, sombras de inimigos, etc.


Acessando um dos pontos para ver a estória do Ragnarok​

O jogo também conta com alguns efeitos gráficos, que dão uma certa impressão de alucinógenos rs… como luzes que invertem, fogos replicados, olhos que te observam (floresta da ilusão), e também cenas de alucinações quando Senua conversa com outros personagens ou até com ela mesmo.

Inclusive em alguns momentos do game, a 4ª parede é quebrada, e a história do game é interagida com o jogador.


Animação de Senua sendo perturbada e gritando Shut Up (Cale Se) para as vozes que a perseguem​

Controles

Os controles do game são:
Analógico Esquerdo – Controlar personagem
Analógico Direito – Mudar Câmera (Andando) / Mudar Adversário que está focado (Batalha)
A – Interagir (Andando) / Esquivar (Batalha)
X – Golpe de Espada Fraco (Batalha)
Y – Golpe de Espada Forte (Batalha)
RB – Defesa (Batalha)
LB – Correr (Andando / Batalha)
RT – Utilizar o foco (Andando) / Foco na Batalha (Batalha)

O jogo tem dois tipos de jogabilidade, uma Andando e outra Batalhando. O modo andando é bem tranquilo, sendo que a visão da personagem é um pouco acima do ombro, e ela é um pouco lenta, nada que incomode, mas no começo do game, até engrenar o jogo, pode causar uma certa estranheza.

Andando o foco do jogo é resolver enigmas, como paredes invisíveis que ao passar por um portal se tornam visíveis, reconstruir partes do cenário olhando por outros pontos do mapa e ao ver algumas passagens bloqueadas com runas, encontrar os símbolos das runas no ambiente, por exemplo, uma runa com a letra X, você deve procurar onde no ambiente (seja sombra, árvores, casa, objetos, etc) formam a letra X.

Uma coisa que também me chamou a atenção, foi que ao virar a câmera para tentar ver o rosto de Senua, ela nunca olha diretamente e sempre desvia o olhar, mostrando sinais claros de medo ao ser encarada.


Belos cenários Nórdicos​

Agora na parte de Combates, a cada ataque, defesa e esquiva bem sucedida você vai enchendo uma “barra de especial” que é um amuleto, e quando o símbolo dela cresce na tela, você consegue usar o Foco na Batalha, sendo que o tempo para e você consegue soltar golpes mais fortes e mais rapidamente nos adversários.

O combate, eu achei ruim, infelizmente demora para pegar o jeito (como as manhas de sair correndo e dar uma espada, ou se esquivar e já dar uma espada nos inimigos de escudo), além do que, eu sou fã de jogos do estilo Hack’n Slash, onde o combate é mais frenético, esse como é mais lento, e vários inimigos te atacam, morri diversas vezes, e cheguei até a ter dores nas mãos de tanto apertar os botões rs.

Falando em números de mortes, quando você morre a primeira vez, é falado a Senua que ela não pode morrer muito, senão você voltaria ao início da jornada, e com isso nasce uma mancha negra nas mãos dela, que a cada vez que você morre, essa mancha aumenta. No total morri cerca de 15 vezes, entre combates (maioria) e armadilhas, e a mancha chegou até ao ombro dela.


A esquerda Senua, a direita Melina Juergens​

Diversão

Assim como dito no tópico anterior, eu não gostei das batalhas, achei o combate frustrante, e ficava extremamente aliviado ao passar por uma parte de batalha. Muitas das vezes aparecem vários e vários inimigos um atrás do outro, e isso vai cansando.

Porém, o jogo ele consegue te prender de uma forma extraordinária, a sua narrativa é condensada e imersiva, e toda a trama faz você sentir vários sentimentos como agonia, medo, pavor, dó e compaixão. No jogo eu tive a sensação do quanto o ser humano é frágil, e o quanto as variáveis em um ambiente (no caso a infância de Senua) podem influenciar no reflexo que ela se tornou e no que ela sente. Além disso a interpretação da atriz como a Senua, o ambiente e a música e efeitos sonoros, causam um realismo e uma profundidade única.

Uma coisa interessante no jogo, são alguns objetos com runas, que ao ser utilizado o foco neles, o narrador conta partes da história da mitologia nórdica, que envolvem e acabam no Ragnarok (uma das poucas mitologias que o mal vence o bem no fim).


Logo no começo, paisagens assombrosas​

Algo que pode agradar alguns jogadores mas outros nem tanto, é o fato do game não deixar explícito o que deve ser feito, muitas das vezes fazendo o jogador pensar e ir atrás das coisas, diferente de muitos games atualmente que mostram detalhes no mapa ou luzes no cenário indicando o caminho (a única exceção é nos enigmas de runas, onde ao chegar perto de uma, várias delas começam a flutuar ao seu redor).

Eu zerei o jogo na dificuldade normal, como ele não computou as horas no Xbox One, não sei quanto tempo gastei exatamente, demorei cerca de 1 semana, jogando um pouco por dia na hora do almoço, acho que foi algo em torno de 6 a 8 horas. Acessando o How Long To Beat, lá está que a média para se zerar o game é de 7 horas.

Uma coisa a se ressaltar também no game, é que o fator replay é praticamente inexistente, após eu zerar o jogo, não tive vontade nenhuma de zerar novamente ou buscar todas as runas.

Outras informações
A Ninja Theory apostou tudo no game, sendo que seria sua última cartada, se Hellblade não fizesse sucesso, talvez o estúdio até fosse fechado. Inclusive uma decisão que o estúdio tomou, foi de ele mesmo publicar o game, economizando gastos com Publishers.

Outro detalhe interessante do game (que eu ouvi dizer), é que a atriz que trabalhou como Senua, a Melina Juergens, nunca atuou na vida (e olha que as expressões do game são excelentes), ela é fotógrafa e editora de vídeos.


Procurando Runas na paisagem​

Preço

Na PSN, o jogo está R$ 68,92, Clique Aqui para saber mais.

Na Steam, o jogo está R$ 55,99, Clique Aqui para saber mais.

Na Xbox Live, o jogo está R$ 59,00, Clique Aqui para saber mais.


Passando por Hellheim​

Considerações Finais

Hellblade: Senua’s Sacrifice é um ótimo game com uma narrativa ímpar, que faz você refletir e pensar sobre a fragilidade humana, uma experiência realmente única. Porém, infelizmente possui alguns controles e ritmo de game complicados de se adaptar no começo da jornada.

Outro ponto é que apesar da experiência fantástica, o jogo não tem um fator replay elevado, assim provavelmente ao zerar o game você não irá jogá-lo mais.

Fonte: Terminal de Informação
Ótima análise, estou na floresta tentando alinhar os corvos depois de a linhas os 3 primeiros
 

Ronan Barros

Novato
846
961
Estou bem no comecinho do jogo ainda. Estou no capítulo 2, na parte do puzzle da caverna que fica aberta depois que a Senua "fica doidona". Até agora já enfrentei 2 inimigos. Um era preto e o outro branco. A pegada do jogo é essa até o fim? Andar, ter visões, de vez em quando lutar com monstros de uma cor só?
Cara... Eh mais ou menos por aí.... Mas não se engane. Eu tinha começado a joga-lo 2 vezes e parado mais ou menos onde vc esta agora.... mas aí um colega meu insistiu para que eu jogasse... E ele tinha razão. O jogo segue este esquema .. mas vai te levar ao extremo da questão dos sentidos. Nunca um jogo me deixou tão agoniado como este.
 

EvFall

Jogador
218
102
Curitiba
Cara... Eh mais ou menos por aí.... Mas não se engane. Eu tinha começado a joga-lo 2 vezes e parado mais ou menos onde vc esta agora.... mas aí um colega meu insistiu para que eu jogasse... E ele tinha razão. O jogo segue este esquema .. mas vai te levar ao extremo da questão dos sentidos. Nunca um jogo me deixou tão agoniado como este.
Realmente, o começo é meio "morno", porém vale a pena continuar. O jogo é muito bom, eu também tive essa sensação de agonia durante várias partes do game, inclusive retirava o headset às vezes por pouco tempo rsrs
 
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Wenimaths

Viciado
359
346
Natal
Fechei o game a pouco e, cara, que obra densa e tensa! Eu jogava pouco tempo (30 min. a 1 hora) e em várias partes há momentos angustiantes, principalmente com aqueles vozes surrando no seu ouvido o tempo inteiro, eu ficava com uma sensação de certa aflição tinha horas.

Também fiquei com dó da coitada da Senua, em imaginar como deveria sofrer uma pessoa com distúrbios psiquiátricos graves em sociedades antigas. As pessoas ligavam logo ao sobre-natural, como aconteceu à personagem, o que só aumentava o sofrimento do indivíduo.

É impressionante a atuação da atriz Melina Juergens em seu primeiro papel, ela é (ou era?) editora de vídeo da Ninja Theory.

Em relação ao gameplay e mecânicas o jogo é bem simples, mas seu foco é mesmo a narrativa. Mas achei bem satisfatórios os combates quando tinham mais inimigos na tela.

Os puzzles ficaram um pouco cansativos para mim lá pelo final - aqueles lances de encontrar as runas - mas fora isso, recomendo demais! Esse jogo é uma experiência!
 
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tric-one

Viciado
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Brasil
Terminei há pouco o hellblade. Achei uma bosta. Simples assim. O jogo é incrivelmente lento, repetitivo e chato.

É lento porque tudo nele é devagar. Andar é devagar. Correr é devagar. Golpear com a espada é devagar. Até a velocidade da voz das vozes é devagar. Parece que tudo rola num slow motion. Para terem uma ideia, eu usei um guia do YouTube para pegar os coletáveis e coloquei a velocidade do vídeo em 2x. Se o jogo fosse 2 X mais rápido, seria muito melhor.

É repetitivo porque toda hora é a mesma coisa: anda, acha uma porta, foca na porta, acha o desenho da porta, volta pra porta e abre a maldita porta. De vez em quando aparecem uns monstros. E eles são sempre os mesmos. Acho que deve ter uma meia dúzia de monstros diferentes. 8 no máximo. Logo com meia hora de jogo eu já estava entediado. Li aqui nesse fórum e em outros lugares que o jogo muda e melhora conforme avança. É mentira, o jogo fica na mesma pegada até o fim. Anda, acha uma porta, foca no desenho... Tão chato quanto uma aula de contabilidade. Se você estiver entediado na primeira meia hora de jogo, desista, caia fora, vá jogar outra coisa, o jogo fica a mesma porcaria até o fim.

É chato porque tem muita caminhada e pouca ação. Se houvesse o dobro de inimigos e a metade de "puzzles" (puzzles está entre aspas porque acho estranho chamar de puzzle ficar procurando por desenhos na paisagem) o jogo seria bem melhor. E tem ainda as vozes na cabeça. No começo elas são legais mas depois ficam repetitivas e previsíveis.

A impressão que dá é que a ninja theory se preocupou com os gráficos e esqueceu do resto. Sei lá, é um videogame, quero correr, pular, lutar com espada e não ficar caminhando procurando desenhos no horizonte. Joguei no Xbox one X com a escolha de 4k ativada. Só os gráficos são legais. De resto nada se salva. É o pior jogo que joguei dessa geração até agora. Se eu tivesse comprado no lançamento por 60 reais, teria rasgado dinheiro. Como joguei pelo gamepass por 1 real, então peguei por um preço justo.
Nota: 5/100.
 

DracaryS

Viciado
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Rio de Janeiro
Terminei há pouco o hellblade. Achei uma bosta. Simples assim. O jogo é incrivelmente lento, repetitivo e chato.

É lento porque tudo nele é devagar. Andar é devagar. Correr é devagar. Golpear com a espada é devagar. Até a velocidade da voz das vozes é devagar. Parece que tudo rola num slow motion. Para terem uma ideia, eu usei um guia do YouTube para pegar os coletáveis e coloquei a velocidade do vídeo em 2x. Se o jogo fosse 2 X mais rápido, seria muito melhor.

É repetitivo porque toda hora é a mesma coisa: anda, acha uma porta, foca na porta, acha o desenho da porta, volta pra porta e abre a maldita porta. De vez em quando aparecem uns monstros. E eles são sempre os mesmos. Acho que deve ter uma meia dúzia de monstros diferentes. 8 no máximo. Logo com meia hora de jogo eu já estava entediado. Li aqui nesse fórum e em outros lugares que o jogo muda e melhora conforme avança. É mentira, o jogo fica na mesma pegada até o fim. Anda, acha uma porta, foca no desenho... Tão chato quanto uma aula de contabilidade. Se você estiver entediado na primeira meia hora de jogo, desista, caia fora, vá jogar outra coisa, o jogo fica a mesma porcaria até o fim.

É chato porque tem muita caminhada e pouca ação. Se houvesse o dobro de inimigos e a metade de "puzzles" (puzzles está entre aspas porque acho estranho chamar de puzzle ficar procurando por desenhos na paisagem) o jogo seria bem melhor. E tem ainda as vozes na cabeça. No começo elas são legais mas depois ficam repetitivas e previsíveis.

A impressão que dá é que a ninja theory se preocupou com os gráficos e esqueceu do resto. Sei lá, é um videogame, quero correr, pular, lutar com espada e não ficar caminhando procurando desenhos no horizonte. Joguei no Xbox one X com a escolha de 4k ativada. Só os gráficos são legais. De resto nada se salva. É o pior jogo que joguei dessa geração até agora. Se eu tivesse comprado no lançamento por 60 reais, teria rasgado dinheiro. Como joguei pelo gamepass por 1 real, então peguei por um preço justo.
Nota: 5/100.
Estou tendo praticamente a mesma impressão. Como peguei por 1 real no GP, irei finalizá-lo, mas a vontade é de dropar.

Tudo no jogo é muito lento, desde a simples caminhada/corrida, até o combate. Life is Strange também é assim, mas nesse caso, a história me cativou, tornando-se uma das melhores surpresas na minha opinião.

No caso particular de Hellblade, embora tenha um pano de fundo nórdico (adoro mitologia), alguma coisa não me prendeu. Sei lá, falta alguma coisa que não sei explicar. Talvez eu esteja incomodado com a câmera ou com a lentidão. Basicamente você vai nas runas, ouve a mitologia nórdica, anda, faz uns puzzles repetitivos, enfrenta uns inimigos repetitivos (tirando os chefes) e segue até o final assim.

O cenário é bacana, muito bem trabalhado, e só. As vozes na cabeça são um saco. Entendo que faz parte da ideia do jogo, mas elas são repetitivas, falam sempre a mesma coisa o tempo todo. Daria por enquanto uma nota 50/100.
 

jairopicanco

Viciado
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Manaus
Terminei há pouco o hellblade. Achei uma bosta. Simples assim. O jogo é incrivelmente lento, repetitivo e chato.

É lento porque tudo nele é devagar. Andar é devagar. Correr é devagar. Golpear com a espada é devagar. Até a velocidade da voz das vozes é devagar. Parece que tudo rola num slow motion. Para terem uma ideia, eu usei um guia do YouTube para pegar os coletáveis e coloquei a velocidade do vídeo em 2x. Se o jogo fosse 2 X mais rápido, seria muito melhor.

É repetitivo porque toda hora é a mesma coisa: anda, acha uma porta, foca na porta, acha o desenho da porta, volta pra porta e abre a maldita porta. De vez em quando aparecem uns monstros. E eles são sempre os mesmos. Acho que deve ter uma meia dúzia de monstros diferentes. 8 no máximo. Logo com meia hora de jogo eu já estava entediado. Li aqui nesse fórum e em outros lugares que o jogo muda e melhora conforme avança. É mentira, o jogo fica na mesma pegada até o fim. Anda, acha uma porta, foca no desenho... Tão chato quanto uma aula de contabilidade. Se você estiver entediado na primeira meia hora de jogo, desista, caia fora, vá jogar outra coisa, o jogo fica a mesma porcaria até o fim.

É chato porque tem muita caminhada e pouca ação. Se houvesse o dobro de inimigos e a metade de "puzzles" (puzzles está entre aspas porque acho estranho chamar de puzzle ficar procurando por desenhos na paisagem) o jogo seria bem melhor. E tem ainda as vozes na cabeça. No começo elas são legais mas depois ficam repetitivas e previsíveis.

A impressão que dá é que a ninja theory se preocupou com os gráficos e esqueceu do resto. Sei lá, é um videogame, quero correr, pular, lutar com espada e não ficar caminhando procurando desenhos no horizonte. Joguei no Xbox one X com a escolha de 4k ativada. Só os gráficos são legais. De resto nada se salva. É o pior jogo que joguei dessa geração até agora. Se eu tivesse comprado no lançamento por 60 reais, teria rasgado dinheiro. Como joguei pelo gamepass por 1 real, então peguei por um preço justo.
Nota: 5/100.
Você foi muito duro com Hellblade, mas eu tenho que concordar com várias coisas que escreveste.

Na teoria, Hellblade oferece tudo que eu poderia gostar: narrativa densa, mitologia nórdica sofisticada, incrível design de som, protagonista marcante, jogabilidade com 'peso'. Mas ao começar a jogar, infelizmente eu parei na metade, devido ao seu ritmo arrastado, onde as virtudes do jogo não estavam sendo suficientes para me manter firme na jornada. Uma pena.

Cheguei a questionar se foram as minhas pretensões que não casaram com a proposta, ou se o jogo que é devagar mesmo.

Mas eu também levo em conta que Hellblade contou com uma equipe de desenvolvimento pequena, de apenas 20 pessoas, e que inevitavelmente teve que estabelecer prioridades claras logo no início para o jogo obter algum destaque. Então saiu o jogo que era possível fazer com os recursos que tinham, saindo algo bem ame ou odeie. Teve gente que amou o jogo.

No fim das contas, jogo de videogame é isso. Na teoria é A, B ou X, mas o que vale mesmo é na hora de jogar, com o controle na mão.
 
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