Desenvolvedores, isto é chato!!

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Estou abrindo esse tópico para trocar uma ideia de algo que me incomoda demais e isso não é de hoje. Todo santo mês novos jogos são lançados, alguns com qualidade e outros nem tanto, mas é fato que até jogos mais elaborados pecam em coisas que nos fazem pensar "Pode isso Arnaldo?".

Hoje o caro colega @DiegoBRX me citou num comentário já antigo do Assassin's Creed Odyssey. Para mim a jornada da Kassandra é o melhor jogo da franquia, porém algo me incomodou muito neste jogo (em outros tivemos também coisa parecida) que entre 10 ? no mapa 9 eram para "Matar Capitão/Saquear Equipamentos/Queimar" . Fico a imaginar, será que não tem uma alma viva na equipe de desenvolvimento que levante o braço e diga "está exagerado, isso é chato".

Hoje com tanto feedback de jogadores o que será que acontece com tais equipes de desenvolvimentos que fecham os olhos para tudo, inserindo em seus jogos repetições absurdas e banais. Não consigo acreditar que numa equipe não tenha ninguém para falar que tal coisa está exagerada. O que vocês pensam a respeito disso.
 
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Temos que criar um grupo, tipo AA, grupo de apoio. O pessoal com a síndrome do ponto de interrogação, não pode ver um no mapa, que já quer ir correndo atrás.
Mas é verdade isso, no AC Odyssey, a maioria das interrogações (locais), e missões secundárias, são muito iguais ou sem graça. E não é desmerecendo o jogo, pois está muito boa a história. E o jogo nem é curto pra eles colocarem essas missões de "encher linguiça".
 
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E o jogo nem é curto pra eles colocarem essas missões de "encher linguiça".
Sim, lembrando que este problema não é exclusivo da equipe de desenvolvimento dos jogos da Ubisoft, vemos isso com outras equipes de outras empresas. Exageram em coisas que ao meu ver nem precisavam, o que me espanta mesmo é que falta de pessoas ali para erguer o braço e dizer "está exagerado, não precisamos disso tudo".

Odyssey para mim é o melhor e seria melhor ainda se não tivesse esse exagero.
 
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ronabs

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o que me espanta mesmo é que falta pessoas ali para erguer o braço e dizer "está exagerado, não precisamos disso tudo".
Cai muito naquela questão subjetiva de "valor", o que o jogo entrega em relação ao que ele cobra. Olha quantos jogos AAA/AA de qualidade a gente recebeu na geração passada e que tinham lá 10h, 15h, quando muito, 20h. Hoje, eles são raridade, um jogo com 20h de duração é considerado curto, muita gente não está mais disposta a investir seu dinheiro em um jogo que entrega X sendo que outro do mesmo preço entrega 2X - utilizando como único comparativo a quantidade de horas, deixando de lado a qualidade do que está sendo entregue.

Isso começou com diversos jogos migrando suas fórmulas para um mundo aberto a partir de 2010-2011, muitos deles sem necessidade, só porque era a tendência do momento. Ao invés de entregar uma experiência concisa de 10h a 15h, o mundo aberto passou a oferecer a possibilidade de entregar uma faixa maior de tempo (25h a 30h), mas é bem difícil tornar esse tempo extra relevante, necessário.

Pra não dar confusão, vou pegar um exemplo de um jogo que eu adoro mas muita gente não gosta: Mirror’s Edge. O primeiro Mirror’s Edge pode ser finalizado em torno de 6h a 7h, e depois disso, o jogador pode aproveitar uns time trials ou repetir as missões pra pegar uns coletáveis ou melhorar seu tempo. A sequência/reboot, Catalyst, aumentou sua campanha para 8h a 9h, mas adicionou diversas atividades paralelas (documentos, gravações, pacotes secretos, entregas, side missions) que podem até triplicar o tempo de jogo sem sequer entrar na parte de time trials - aqui, pode explodir até onde a pessoa achar necessário melhorar suas técnicas pra subir nos leaderboards. As atividades paralelas não são tão necessárias para a experiência principal, mas estão lá pra mostrar que o jogo entrega “conteúdo”, mesmo que se torne repetitivo depois de algum tempo.
 
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Cai muito naquela questão subjetiva de "valor", o que o jogo entrega em relação ao que ele cobra. Olha quantos jogos AAA/AA de qualidade a gente recebeu na geração passada e que tinham lá 10h, 15h, quando muito, 20h. Hoje, eles são raridade, um jogo com 20h de duração é considerado curto, muita gente não está mais disposta a investir seu dinheiro em um jogo que entrega X sendo que outro do mesmo preço entrega 2X - utilizando como único comparativo a quantidade de horas, deixando de lado a qualidade do que está sendo entregue.

Isso começou com diversos jogos migrando suas fórmulas para um mundo aberto a partir de 2010-2011, muitos deles sem necessidade, só porque era a tendência do momento. Ao invés de entregar uma experiência concisa de 10h a 15h, o mundo aberto passou a oferecer a possibilidade de entregar uma faixa maior de tempo (25h a 30h), mas é bem difícil tornar esse tempo extra relevante, necessário.

Pra não dar confusão, vou pegar um exemplo de um jogo que eu adoro mas muita gente não gosta: Mirror’s Edge. O primeiro Mirror’s Edge pode ser finalizado em torno de 6h a 7h, e depois disso, o jogador pode aproveitar uns time trials ou repetir as missões pra pegar uns coletáveis ou melhorar seu tempo. A sequência/reboot, Catalyst, aumentou sua campanha para 8h a 9h, mas adicionou diversas atividades paralelas (documentos, gravações, pacotes secretos, entregas, side missions) que podem até triplicar o tempo de jogo sem sequer entrar na parte de time trials - aqui, pode explodir até onde a pessoa achar necessário melhorar suas técnicas pra subir nos leaderboards. As atividades paralelas não são tão necessárias para a experiência principal, mas estão lá pra mostrar que o jogo entrega “conteúdo”, mesmo que se torne repetitivo depois de algum tempo.
"Esticar" o jogo muitas vezes é complicado, pior é quando fazem sem necessidade. Odyssey por natureza já tem muito conteúdo para horas de jogo, não precisaria de centenas de ? para os mesmos eventos que são "Matar Capitão/Saquear..." .

Eu também não sei se a essência de RPG que muitas desenvolvedoras querem utilizar em seus jogos colabora para os exageros .
 
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Johannes

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Pessoal, vocês estão reclamando de algo que é lugar comum no design da Ubisoft tem pelo menos uns 15 anos.

É por isso que eu evito jogos dela ao máximo.
 
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Pessoal, vocês estão reclamando de algo que é lugar comum no design da Ubisoft tem pelo menos uns 15 anos.

É por isso que eu evito jogos dela ao máximo.
A crítica em si não trata-se somente da Ubisoft , apesar de termos usado um jogo dela como exemplo.

Spiderman tem eventos que poderiam ser em menos quantidade, como é o caso dos eventos da Screwball . Apesar de não se comparar ao que a Ubisoft faz em seus jogos, são eventos que não acrescentam nada demais para encorpar o jogo, apenas encher linguiça. Se fosse em menos quantidade eu tentava os 100% nas DLCs.
 

Johannes

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A crítica em si não trata-se somente da Ubisoft , apesar de termos usado um jogo dela como exemplo.

Spiderman tem eventos que poderiam ser em menos quantidade, como é o caso dos eventos da Screwball . Apesar de não se comparar ao que a Ubisoft faz em seus jogos, são eventos que não acrescentam nada demais para encorpar o jogo, apenas encher linguiça. Se fosse em menos quantidade eu tentava os 100% nas DLCs.
Mas foi ela quem praticamente padronizou isso aí com FarCry e AC. E sim, vários outros utilizam esse design ruim, infelizmente.

Até por isso hoje ando passando longe de jogos de mundo aberto. Esse gênero estagnou e tirando exemplos raros como Zelda e RDR2 (que tem seus problemas nesse sentido também), não tem muito o que oferecer. Vamos esperar pelo que o Kojima vai trazer de novo.
 

tric-one

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Vou falar apenas dos jogos da ubisoft porque eu jogo os jogos dela há mais de 10 anos e essas coisas repetitivas são comuns nos jogos delas.
Os jogos são lançados sem serem devidamente testados. Se eu pudesse mudar alguma coisa na ubisoft era que no final de um jogo, quando a equipe falasse "pronto o jogo está prontinho para ser lançado", eu convidaria grupos de pessoas para jogar os jogos por 1 mês. Um grupo seria de fãs do estilo do jogo, outro grupo seria de pessoas que até jogariam jogos do tipo mas não com tanta vontade e ainda haveria um terceiro grupo de pessoas que nunca jogaram jogos de mundo aberto ou que jogaram pouco. Pois bem, funcionaria da seguinte forma: um caderno é dado para os grupos e eles vão anotando as partes dos jogos que poderiam ser melhores e aquelas que ficaram uma bosta. Ao final da jogatina o pessoal da ubisoft faria as alterações necessárias.
Eu já vi cada porcaria nos assassin's creed que penso seriamente se alguém da ubisoft joga o jogo antes do lançamento. Missões repetitivas, muitos coletáveis, problemas de gráficos etc. Quem jogou o assassin's creed unity no lançamento deve saber do que estou falando. Custa muito chamar um pessoal pra jogar os jogos e dar a opinião?! Ah, e essa história de soltar o jogo pra meia dúzia de YouTubers não adianta. Tem que ver a opinião de muitas pessoas de diferentes gostos. O skull and bones está tendo seu lançamento atrasado e a ubisoft diz que o jogo está sendo aprimorado. Vamos ver se ela acerta a mão agora. Esse jogo pra mim será o grande teste pra ver se a ubisoft realmente ouve seu público e busca minimizar as repetições e bugs em seus jogos.
 

HelderSR

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Vou falar apenas dos jogos da ubisoft porque eu jogo os jogos dela há mais de 10 anos e essas coisas repetitivas são comuns nos jogos delas.
Os jogos são lançados sem serem devidamente testados. Se eu pudesse mudar alguma coisa na ubisoft era que no final de um jogo, quando a equipe falasse "pronto o jogo está prontinho para ser lançado", eu convidaria grupos de pessoas para jogar os jogos por 1 mês. Um grupo seria de fãs do estilo do jogo, outro grupo seria de pessoas que até jogariam jogos do tipo mas não com tanta vontade e ainda haveria um terceiro grupo de pessoas que nunca jogaram jogos de mundo aberto ou que jogaram pouco. Pois bem, funcionaria da seguinte forma: um caderno é dado para os grupos e eles vão anotando as partes dos jogos que poderiam ser melhores e aquelas que ficaram uma bosta. Ao final da jogatina o pessoal da ubisoft faria as alterações necessárias.
Eu já vi cada porcaria nos assassin's creed que penso seriamente se alguém da ubisoft joga o jogo antes do lançamento. Missões repetitivas, muitos coletáveis, problemas de gráficos etc. Quem jogou o assassin's creed unity no lançamento deve saber do que estou falando. Custa muito chamar um pessoal pra jogar os jogos e dar a opinião?! Ah, e essa história de soltar o jogo pra meia dúzia de YouTubers não adianta. Tem que ver a opinião de muitas pessoas de diferentes gostos. O skull and bones está tendo seu lançamento atrasado e a ubisoft diz que o jogo está sendo aprimorado. Vamos ver se ela acerta a mão agora. Esse jogo pra mim será o grande teste pra ver se a ubisoft realmente ouve seu público e busca minimizar as repetições e bugs em seus jogos.
Estou jogando o The Division 2 e tudo está ponderado, de fato os desenvolvedores acertaram em cheio. Espero que essa ponderação seja vista também nos futuros jogos.

The Division 2 está sendo prova (pelo menos por enquanto) que não há necessidade nenhuma de encher linguiça com eventos absurdamente repetitivos.
 
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ronabs

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Custa muito chamar um pessoal pra jogar os jogos e dar a opinião?!
Praticamente todo grande jogo tem esse processo de chamar pessoas para testarem o jogo, analisando o comportamento, o que fazem, o que acharam. Ou seja, se tu vir um erro bisonho ou algo extremamente chato em um AAA, é sinal de que isso passou por essa galera e o produto lançado é o mais próximo do ideal.
 

Victal

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Isso só não me incomodou tanto no Odyssey pois "limpar" o mapa não é necessário para a platina como é no Origins. Quando percebi isso, liguei o foda-se e fui embora só fazendo a quest principal e aquelas side-quests mais bem elaboradas.

De resto ignorei, foi bom e aconselho.

Acho que também tem muito de transtorno obssessivo compulsivo de nós gamer fazer tudo, absolutamente tudo, num jogo.
Não precisa.
 
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HelderSR

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Isso só não me incomodou tanto no Odyssey pois "limpar" o mapa não é necessário para a platina como é no Origins. Quando percebi isso, liguei o foda-se e fui embora só fazendo a quest principal e aquelas side-quests mais bem elaboradas.

De resto ignorei, foi bom e aconselho.

Acho que também tem muito de transtorno obssessivo compulsivo de nós gamer fazer tudo, absolutamente tudo, num jogo.
Não precisa.
Eu não podia ver um ? que ia lá conferir :joy:
 
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Creis92

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entre 10 ? no mapa 9 eram para "Matar Capitão/Saquear Equipamentos/Queimar" . Fico a imaginar, será que não tem uma alma viva na equipe de desenvolvimento que levante o braço e diga "está exagerado, isso é chato".
E em se tratando de jogo da Ubisoft, eles usam e abusam desse padrão de Quest em seus títulos. É a famosa fórmula "farcry-creed". Persiga fulano, mate o capitão beltrano, invada tal lugar, libera tal área...
 
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